quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Árvores esquecidas - o caso da Vila da Lousã

Quando estamos doentes geralmente vamos ao médico, e este, de acordo com o diagnóstico que faz, verifica qual será o melhor tratamento para que recuperemos rapidamente. O mesmo acontece com aqueles que têm animais de estimação, que os levam ao veterinário, sempre que se apercebem de algum sinal de debilidade. O que é certo, é que no caso das plantas, sobretudo das árvores, nem sempre isso se verifica, geralmente vão definhando de pé, até à morte. Só são cortadas quando, infelizmente ocorreu algum incidente com um transeunte.
Há uns tempos atrás, numa das minhas caminhadas pela Vila, verifiquei a existência de alguns plátanos bastante debilitados, manifestando sinais de doença, provavelmente devido às constantes podas drásticas que vão sofrendo. Agora passados alguns meses verifico que nada foi feito, e que essas mesmas árvores continuam no mesmo local, mais definhadas, e com as árvores vizinhas a começarem a apresentar os mesmos sinais, ou seja, a doença está a propagar-se. Será que é necessário que ocorra algum acidente para alguém se lembrar de as cortar? E já agora “responsabiliza-las” pelos acontecimentos? Pois é, mais uma vez se verifica que alguém se esqueceu de que estamos perante Seres Vivos, que merecem os mesmos cuidados, tratamentos, que qualquer um de nós. É lamentável ver que não se dá o mesmo valor às plantas/árvores, apenas porque não falam, não gritam, não manifestam o seu descontentamento.
 Entretanto mais um ano se passou e voltaram o podar-se as mesmas árvores doentes. Quem sabe, com os mesmos equipamentos de poda, se podaram todas as outras... Enfim, ter-se-à propagado a doenças? Aguardemos!!!

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