quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Os relvados em Jardins

Chegada a Primavera todos gostamos de ver os jardins e espaços verdes cheios de cor e esteticamente agradáveis. Em muitas situações os relvados são os pontos centrais desses espaços e para se tornarem agradáveis e harmoniosos necessitam de muitos cuidados, contudo por vezes esquecemos que deve haver alguma preocupação sustentável para que não haja excessos.
O primeiro passo a dar, antes de semear ou plantar a relva no jardim, é o de planear a sua instalação tendo em conta os condicionalismos do terreno, a localização dos arbustos e dos canteiros e procurando conciliar as questões de estética com as de ordem prática.
A beleza e a duração de um relvado estão ligados a muitos factores; destacando-se a época de instalação e o tipo de intervenção a realizar.
As épocas para semear ou plantar um relvado vão ao encontro com as características de cada região, sempre antes e depois do Verão, necessitando de muita água para que se dê o enraizamento rapidamente, embora acha exceções.
Os métodos podem ser através de sementeira ou de plantação e neste último caso podem resumir-se em dois tipos de intervenções: a multiplicação vegetativa e a colocação de placas ou de rolos de relva.
Por melhor que se tenha preparado a terra e por mais atenção que se tenha dado à escolha ou à mistura das espécies, dificilmente um relvado poderá manter-se compacto e uniforme sem cuidados constantes. São muito importantes as regas, o corte periódico e o controlo das ervas daninhas; também não se deve esquecer a adubação, a prevenção e o cuidado a ter com as doenças.
Um dos cuidados mais assíduos é o da rega periódica, da qual depende o vigor do relvado, mas também a proliferação das ervas daninhas.
Para manter o relvado verde, durante os meses mais secos, é fundamental regar abundantemente, preferencialmente de manhã cedo ou já ao anoitecer. É preferível regar várias vezes ao dia em quantidades reduzidas do que durante muito tempo em grandes quantidades, pois ai a perda de água é significativa. A relva é composta por pequenas plântulas, com sistema radicular reduzido, que não conseguem absorver grandes quantidades de água por muito tempo, assim sendo, é preferível fornecer água em momentos diferentes ao longo do dia do que encharcar, pois parte dessa água é desperdiçada. Na verdade, deveria fornecer-se a quantidade de água equivalente a 2-3 cm de chuva.
A regularidade do corte também é de importância fundamental, varia conforme a função do relvado e as espécies que o integram. A maior parte dos relvados requerem pelo menos 20 cortes por ano, entre finais do Inverno e princípios do Outono. A altura ideal para o corte é de 2-3 cm, mas pode chegar aos 4 cm nos relvados rústicos. O corte muito curto, quase rente à terra, debilita a camada de relva a longo prazo. Durante os períodos de seca, além disso, deve-se deixar a relva um pouco mais comprida, espaçando-se o corte. Para evitar a formação de sulcos, convém aparar em duas passagens cruzadas no ângulo recto. O intervalo entre os cortes é tanto maior quanto maior for a sua utilização para recreio. Se quiser relvados densos e de grande longevidade corte, no mínimo, uma vez por mês.
No que respeita à adubação, basta adubar uma vez por ano, na Primavera. A adubação de cobertura deve ser feita com a relva seca e terra húmida.

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