Como já referi noutros momentos, as árvores têm uma elevada importância e nunca deverão ser esquecidas. Assim sendo sugiro que plantem árvores no jardim ou participem em atividades locais de florestamento.
Antes de iniciar a plantação, é fundamental escolher a espécie adequada aos fins a que se destina. Por exemplo, se pretende plantar uma árvore num jardim que só tem espaço para um arbusto ou uma pequena árvore, para quê plantar um abeto ou um plátano?! Daqui a uns anos terá de ser cortado ou massacrado com podas sobre os ramos que “entram pela janela do vizinho”...De igual forma, deve verificar se o solo é adequado às exigências específicas da espécie pretendida. Não vale a pena plantar uma árvore que necessita de solos húmidos e básicos, se o solo é seco e ácido. Sempre que possível, as árvores devem ser provenientes da região onde vão ser plantadas, pois já estão aclimatadas, o que facilita a sua instalação.
Dê preferência a árvores cuja raiz esteja bem desenvolvida, direita e envolvida num torrão, uma vez que isso atenua muito o efeito de choque da transplantação. No caso de optar por uma árvore que apresente raiz nua, verifique se há abundância de raízes jovens e superficiais, uma vez que estas serão responsáveis pela absorção de água e nutrientes do solo.
A parte aérea também deve ser inspeccionada. O tronco deve ser ligeiramente cónico, sem feridas, ter flecha (responsável pelo crescimento em altura), copa equilibrada, sem ramos cruzados, feridos ou doentes.
Escolhida a árvore a plantar segue-se então a operação de plantação.
- Abrir a cova. A dimensão da cova dependerá do volume das raízes ou dos torrões. Para permitir uma perfeita instalação das raízes, o volume da cova deverá ser de, pelo menos, uma vez e meia o ocupado pelo sistema radicular.
- Preparar a árvore, mantendo o torrão que envolve as raízes; Nas plantas de raiz nua as raízes devem ser desembaraçadas umas das outras, para evitar possíveis estrangulamentos.
- Efetuar a poda de transplantação, eliminando ramos quebrados, partidos, secos e mal inseridos; esta ligeira poda, também se aconselha visando o reequilíbrio entre o sistema radicular e a parte aérea da planta, uma vez que é inevitável que o sistema radicular perca um pouco do seu potencial com a transplantação, contudo deve respeitar a forma da árvore, sobretudo a flecha, e os ramos baixos, que protegem o tronco das radiações solares.
- Preparar o fundo da cova com a terra que dela saiu, depois de retiradas pedras e raízes. Esta pode ser misturada com um pouco de matéria orgânica, mas atenção, a estrumação em excesso pode ser negativa para as raízes, pois pode potenciar o ataque de fungos.
- Colocar a árvore na cova, em posição vertical, com o cuidado de verificar se as raízes estão bem distribuídas e que o colo (zona de transição entre o tronco e as raízes) está ao nível do terreno.
- Preencher a cova até ao nível do colo da planta, tendo o cuidado de aconchegar a terra às raízes, sem calcar excessivamente e não permitir a formação de bolsas de ar.
- Para verificar se a planta se encontra bem enterrada deve dar-se um pequeno esticão.
- Colocar um tutor paralelo à árvore. A tutoragem proporciona estabilidade até as raízes assegurarem a ancoragem suficiente, sobretudo em zonas ventosas.
- Regar abundantemente, imediatamente após a plantação, de forma a promover a união entre o solo e as raízes. Esta operação é importante, devendo realizar-se mesmo que esteja a chover. Pode fazer uma caldeira à volta da planta para facilitar a concentração da água junto ao pé.
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